Os escândalos de corrupção no governo do Distrito Federal parece ter ruído o possível acordo que vinha se construindo entre as duas principais legendas opositoras nesses oito anos de governo Lula e que tiveram papel de destaque no “primeiro” escândalo de mensalão arquitetada por petistas e que envolveu parlamentares dos partidos da então base aliada do presidente. Foram os parlamentares dessas duas legendas que cobraram incasavelmente, durante o desenrolar do referido escândalo, a cassação dos mensaleiros e até mesmo do presidente petista.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
DE(S)Moralizado I
Os escândalos de corrupção no governo do Distrito Federal parece ter ruído o possível acordo que vinha se construindo entre as duas principais legendas opositoras nesses oito anos de governo Lula e que tiveram papel de destaque no “primeiro” escândalo de mensalão arquitetada por petistas e que envolveu parlamentares dos partidos da então base aliada do presidente. Foram os parlamentares dessas duas legendas que cobraram incasavelmente, durante o desenrolar do referido escândalo, a cassação dos mensaleiros e até mesmo do presidente petista.
DE(S)Moralizado II
DE(S)Moralizado III
DE(S)Moralizado IV
DE(S)Moralizado V
LULA E O PT: OS BONS SAMARITANOS

No meio a onda de escândalos envolvendo o governador do DEM José Arruda, o presidente Lula, assim como o PT optaram por um discurso mais cauteloso, sem o xiitismo que tanto marcou a legenda em anos não tão distantes assim. Apurar e investigar foram as palavras utilizadas pelos petistas, que até então fazia uma espécie de oposição pontual a Arruda e que viram aliados históricos como PSB e PDT ocuparem cargos importantes no governo do DF.
Essa “oposição” petista tinha seus dias contados, pois era de interesse do partido apoiar a reeleição de Arruda, numa espécie de “chapa branca”, tendo em vista que, se o quadro de alianças políticas não se alterar tucanos e democratas deverão compor a chapa que enfrentará a candidata de Lula no próximo pleito eleitoral. Destarte, a verticalização impediria que DEM e PT, adversários na esfera federal, viessem a compor juntos uma chapa em âmbito distrital.
A pergunta que se faz é porque o PT, historicamente tão competente em sua atuação no Parlamento e radical nas investigações em escândalos dessa natureza, está com um discurso estranhamente cauteloso num imbróglio político que não necessita mais de qualquer outra prova cabal que demonstrem o envolvimento de secretários de governo, empresários, assessores e do próprio Arruda, tendo em vista que as imagens gravadas com a permissão da justiça e mostradas diariamente nos mídias não deixam brechas para qualquer defesa plausível? Teria a mesma “piedade”, complacência ou cautela tucanos e democratas? Não! Os escândalos do “mensalão” em 2005 foi uma prova como dois blocos de poder político no Brasil travam um intenso debate objetivando o controle do aparelho estatal e que, mesmo com a obediência das regras democráticas por ambas as partes, fica evidenciando quando oposições ferrenhas e arranjos de manutenção da ordem política vigente são evidentes. Em outras palavras, a oposição governista não hesita em levar até as últimas conseqüências os deslizes cometidos pelos situacionistas, que por sua vez utilizam de um intenso aparelhamento institucional para edificar uma blindagem que os protejam de possíveis ataques dos opositores.
Entretanto, conforme o andamento das investigações e ao ficar evidente que os supostos acusados estão realmente envolvidos no esquema criminoso de corrupção, Lula e o PT serão cobrados pela opinião pública para que os mesmos tenham uma posição clara, republicana e principalmente que comungue com os princípios de zelo pelo bem público que antes os mesmos defendiam.
TRÂNSITO TRANSTORNO?

As mudanças de sentidos de algumas das principais ruas de Castanhal, promovida pela Secretaria de Transporte e Trânsito parece não encontrar a simpatia dos motoristas habituados a terem disponíveis a “mão dupla” em muitas delas. Da noite pro dia, ou do dia pra noite, os novos sentidos passaram a vigorar o que, em princípio, está deixando muito cidadão motorizado confuso e enfurecido.
Certamente, novas mudanças causam impactos iniciais. Logo os motoristas aceitarão as mesmas. Entretanto, quando novas regras são impostas numa sociedade dita democrática é necessário que o individuo seja conscientizado, no mínimo, sobre o porquê da mudança. Afinal, o estabelecimento de regras, sejam elas as mais democráticas, precisa ser devidamente esclarecido para o cidadão.
