quinta-feira, 26 de novembro de 2009

VAZOU...


Virou rotina. Mais uma vez vem a tona suspeita de vazamento de provas de um concurso público federal, sendo que dessa vez envolvendo um conceituado colégio privado de Belém que teria repassado a seus clientes, ops..., alunos questão (ões) de Geografia da prova do processo de seleção da UFPA.

Fala-se ou falou-se até em cancelamento de todo o processo. O que não deixa de ser uma solução razoável, pois não há provas que somente uma ou algumas questões vazaram.

Será que não está na hora dos professores elaborarem as provas na sede da Polícia Federal? Medidas drásticas ocorrem quando medidas corruptivas vão se tornando parte dos processos de seleção nos concursos públicos no Brasil, dizimando o caráter sigiloso das provas e ferindo os princípios de igualdade entre os candidatos concorrentes.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

DEU NO BLOG DO FERNANDO RODRIGUES

PSDB e DEM têm 13 candidatos a governador com chances em 2010

  • PMDB é o mais forte no Estados, com 9 candidatos competitivos

  • PT tende a manter apenas seu atual número de 5 governadores

A julgar pelas pesquisas eleitorais disponíveis até o momento (ainda sem as restrições impostas pela lei), os 2 principais partidos de oposição –PSDB e Democratas– têm hoje 13 candidatos competitivos e com chance de vitória em disputas dos 27 governos estaduais em 2010. É impossível que todos saiam vencedores, pois em alguns locais concorrem ao cargo entre si. Há tucanos ou “demos” com alguma chance de vitória nas seguintes 11 unidades da Federação: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Esses dados demonstram como a preponderância da coalizão governista a ser formada em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no plano federal ainda não está sendo suficiente para garantir a esse grupo uma hegemonia também nos Estados.

Os petistas, por exemplo, só despontam com 5 candidatos competitivos (em 1º lugar ou empatados na margem de erro com o primeiro colocado) nas disputas para os governos estaduais –exatamente o número atual. Hoje, o PT governa Acre, Bahia, Pará, Piauí e Sergipe. Por enquanto, está com nomes fortes (em 1º lugar ou empatado na frente) nos seguintes Estados: Acre, Bahia, Pará, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Individualmente, o PMDB é o partido mais forte nas disputas pelos Estados: tem candidatos competitivos em 9 disputas. Se for vitorioso em tudo, manterá o mesmo número de governadores que tem hoje. Há peemedebistas disputando, por enquanto, para valer os governos dos seguintes Estados: Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Rio de Janeiro.

Todos esses dados fazem parte do mais amplo levantamento na web brasileira sobre pesquisas eleitorais disponíveis. Essa é uma tradição do UOL desde a eleição de 2000. Quando nenhum blog político existia, este site já coletava os dados e trazia tudo compilado para os internautas. Só aqui é possível saber com rapidez o que todas as pesquisas de intenção de voto diziam, por exemplo, em janeiro/fevereiro de 2002 sobre a eleição presidencial daquele ano (Lula tinha 30%, Roseana estava com 21% e José Serra só com 7%) ou sobre a disputa pelo governo paulista (Alckmin estava com 28% contra um ainda fortíssimo Paulo Maluf, com 39%).

Para quem deseja relembrar pesquisas mais antigas (e fazer uma arqueologia pelos layouts da web), eis os links de cada ano: 2000, 2002, 2004, 2006 e 2008.

Aqui, todas as pesquisas eleitorais de 2010. E uma ressalva relevantíssima: o blog e o UOL não se responsabilizam pelos dados aqui reproduzidos. A responsabilidade integral é dos próprios institutos de pesquisa.

A partir de janeiro de 2010, como se sabe, por ser um ano eleitoral, as pesquisas precisam ser necessariamente registradas na Justiça Eleitoral. Agora, essa regra ainda não vale. Este blog continuará a trazer todos os resultados para os internautas.

A seguir, uma compilação do que se pode enxergar hoje nas pesquisas sobre governos estaduais em 2010:

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2009-11-15_2009-11-21.html#2009_11-18_08_47_58-9961110-0

DESPERCEBIDA


Menos de um ano para o próximo pleito eleitoral, o governo petista no Estado tem apostado nos grandes eventos que mobilizam público tal qual a Feira Pan-Amazônica do Livro, que em termos de shows musicais, pelo menos, foi fantástica.

No domingo, dia do encerramento da Feira, um grande público lotou o Centro de Convenções Hangar e, principalmente, o espaço onde a programação musical foi finalizada com o a apresentação d’O Teatro Mágico.

Porém, a cena mais curiosa desse dia foi a Governadora Ana Júlia caminhar tranquilamente no estacionamento sem ser abordada por ninguém, aliás, por apenas uma adolescente que fez questão de tirar uma foto ao seu lado.

VERDES E SOCIALISTAS



Há muito tempo descontente com a política ambiental do governo Lula e a possível desfiliação do PT fizeram com que setores do PSOL procurassem a ex-ministra e atualmente senadora Marina Silva para que ingressasse na legenda, o que dobraria representação do partido na “Câmara dos Lordes Tupiniquim”. A ida da Congressista para o Partido Verde fez com que quadros importantes da chamada “esquerda democrática”, como a ex-senadora Heloísa Helena (que praticamente descartou sua candidatura a presidência e deve concorrer ao Senado por Alagoas) e a deputada federal Luciana Genro manifestassem apoio à pré-candidata acreana.
Os setores mais a esquerda do PSOL imediatamente rangeram os dentes e defendem uma candidatura própria do partido com apoio do PCB e PSTU. Pré-candidatos a presidência começam a aparecer e já começam a fazer barulho contra o que chamam de “direitização” da legenda. O ex-deputado federal Babá, Plínio de Arruda Sampaio e Milton Temer já manifestaram seus desejos em serem candidatos à presidência e devem submeter seus nomes para possível prévia partidária o que nos leva acreditar que os debates eleitorais no PSOL prometem ser dos mais calorosos nesses “quatro anos” de história.

EMIR SADER


Apesar de não acompanhar o papo literário com o sociólogo Emir Sader, ao ler sua entrevista dada a um Blog que fazia a cobertura da Feira Pan-Amazônica do Livro 2009 não pude deixar de me surpreender no trecho onde ele afirma que o PSOL teria se “aliado a direita” contra o Governo Lula. Essa afirmação é no mínima estranha, pois há uma clara diferença entre a oposição articulada pelo PSDB-DEM e aquela realizada pelo PSOL. Apesar dos números mostrarem que os três partidos estão praticamente iguais no que se refere a votações contrarias a propostas do governo, se faz necessário analisar como esses se comportaram pontualmente a cada proposta do governo.

O governo Lula é atípico até nesse sentido. Um governo onde o chefe do Executivo é de um partido de esquerda, mas que traz em sua base de sustentação uma ampla coalizão recheada de partidos de centro e de direita e que no Congresso encontra uma oposição minoritária de direita e uma outra oposição minoritária de esquerda.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

APAGÃO. LUZ PARA SERRA?


Falta de investimento e incapacidade de gestão. Esses devem ser os argumentos do pré-candidato tucano José Serra sobre o apagão que deixou às escuras os três estados mais ricos do país (SP, RJ e MG) por longas e tão prejudiciais horas. Até agora, a pré-candidata petista Dilma Roussef não se pronunciou, pois todos querem ouvir seus argumentos, em virtude da mesma ter afirmado que o apagão era um problema superado no país. Teria um peso eleitoral tal incidente? Serra não deixará de atacar o governo e Lula não se eximirá de, usando das suas irônicas metáforas, salvar sua candidata desse embrólio político.

Não podemos esquecer que o mesmo argumento usado em 1999 no governo FHC fora utilizada agora pelo Ministro de Minas e Energia Edson Lobão: "a culpa é da mãe-natureza!"

U-NÚ-VERSIDADE


Qualquer que seja a instituição, a mesma é formada por regras que podem ser considerada formais (baseada em leis, estatutos, manifestos, etc.) e informais (práticas, costumes, etc.) e que impactam em maior ou menor grau na vida dos sujeitos.

O caso da estudante da UNIBAN extrapolou os muros daquela academia e tornou-se tema de debates em meios antropológicos, sociológicos, filosóficos, jurídicos, etc. Logo, prós e contras manifestavam opiniões sobre a vestimenta da estudante, que deve completar seu "um mês de fama", principalmente agora, com a revogação de sua expulsão por parte da direção da instituição.

Mas quais são as vestes adequadas para homens e mulheres numa instituição de ensino superior, que se quer cobram identificação nas entradas, quanto mais uniforme que venham garantir que um estudante entre e saia sem ser incomodado por guardas que fazem a segurança interna dos espaços acadêmicos desde a portaria? Assim como ninguém vai à praia de terno, gravata ou vestido; ou à missa ou culto de sunga e biquini, deve existir padrão minimo de aceitabilidade de vestimenta por parte do corpo docente, dicente e de técnicos no meio acadêmico. Não se pode negar que a universidade é um espaço que forma a intelectualidade, os profissionais e os dirigentes dos poderes constituídos em nosso país e não se pode banalizar esse espaço com posturas que venham se contrapor a princípios éticos e morais e lutas contra regimes ditatoriais que a história do ensino superior no Brasil carrega.

Não é nosso objetivo conduzir a estudante Geisy Arruda a condição de mártir ou de "santa das causas das injustiçadas alunas dos vestidos curtos"; ou mesmo acusá-la de ter ido contra a moral e os bons costumes da UNIBAN. No entanto, não tem como nao reconhecer que ela não é só vítima de um machismo ainda tão presente numa sociedade que falaciosamente se orgulha em ter sepultado qualquer preconceito racial e de gênero, como também da negligência dos responsáveis pela educação no Brasil que nos obriga a nos "uniformizarmos" até o nosso terceiro ano do ensino médio e à sermos "U-NÚ-VERSITÁRIOS", nús de tantas coisas, mas principalmente nús de valores que condizem com o status de qualquer acadêmico, seja ele de instituição pública ou de uma instituição privada superior.

GARAGE OLIMPO E A NADA DITABRANDA ARGENTINA


Belíssimo. É assim que defino o filme Garage Olimpo que tive a oportunidade de assistir hoje. A produção retrata o regime de exceção ocorrido em terras hermanas nos meados dos anos de 1970, dando destaque a história de Maria Fabiana, uma jovem idealista, educadora de adultos que fora presa pelo exército e torturada severamente numa espécie de garagem-prisão. Sem dúvida, é um dos melhores filmes sobre ditadura militar na América Latina e que vale a pena ser assistido e refletido.

E O PARÁ ESCAPOU...

Incrivel. Pela primeira vez na história desse país (parafraseando um certo presidente) o norte e grande parte do nordeste brasileiro foram responsáveis em propiciar aos mídias televisivos uma audiência gigantesca. Livres do colapso energético ocorrido ontem, os estados mais empobrecidos do país garantiu o "ganha-pão" de Globo e Cia.